1. Facilidade nas subidas
Factor evidente mas que constitui uma vantagem primária efectiva. Facilidade em superar as vias inclinadas, diminuindo o esforço e aumentando a velocidade média. Este será talvez o factor-chave para maior utilização da bicicleta em locais mais acidentados.
2. Segurança
A regulamentação rodoviária europeia não permite que as bicicletas eléctricas operem acima dos 25 km/h. São conhecidos os factores de risco relacionados com a partilha de espaço entre bicicletas e veículos motorizados. O factor mais importante nesta relação parece relacionar-se com o diferencial de velocidades entre ciclistas e automobilistas. Maior a diferença, maior o risco. Em circuito urbano este diferencial é menor nos locais onde os automobilistas respeitam os limites (melhor ainda nas zonas 30 km/h). No entanto, para as bicicletas não assistidas electricamente, o diferencial de velocidades aumenta nas subidas. É aqui que a bicicleta eléctrica pode assumir uma vantagem mais evidente. Tais vantagens podem ser estendidas aos cruzamentos, entroncamentos e arranque nos semáforos ou após passagens de peões.
3. Exercício físico
Na verdade uma bicicleta convencional proporciona uma maior quantidade de exercício para o seu utilizador. No entanto, depende da frequência da sua utilização. Estudo inglês mostrou (Transport Research Laboratory report: 'New Cycle Owners: expectations and experiences' Davies and Hartley 1998) que 46% das bicicletas convencionais são utilizadas apenas uma ou duas vezes por semana. Por contraste, (em http://www.50cycles.com ) é feita referência (mas sem a dita, infelizmente...) a um inquérito recente que parece mostrar que os utilizadores de bicicletas eléctricas as usam pelo menos o dobro do tempo dos utilizadores de bicicletas convencionais. Este maior uso parece relacionar-se com a facilidade em subir, fazer face ao vento contrário ou transportar cargas. O pequeno motor eléctrico permite fazer metade do esforço (ou menos), necessário numa bicicleta convencional. No entanto, um uso mais regular da bicicleta eléctrica proporciona maior oportunidade de exercício para os seus utilizadores.
5. Sem suor
O suor pode não ser um factor relevante num passeio recreativo de bicicleta, mas será concerteza numa deslocação para o trabalho. Em países mais quentes do sul da Europa, este poderá ser um factor inibidor de um maior uso da bicicleta. Em conversa recente com um vendedor da Shimano, este referia o "suar" com um importante factor para o pouco uso da bicicleta em Portugal, nas deslocações diárias. Uma bicicleta eléctrica diminui este problema. Em tempo quente podemos usar um pouco mais a potência do motor eléctrico e diminuir o esforço do utilizador. Pelo contrário, com tempo frio, ou se quiser fazer mais exercício, podemos usar menor assistência do motor ou mesmo desligá-lo.
5. Ecológica
As bicicletas eléctricas consomem energia, em contraste com uma bicicleta convencional (se ignorarmos a energia fornecida pelo ciclista...). No entanto, a energia consumida pela bicicleta eléctrica é diminuta quando comparada com a dispendida por um ciclomotor (50cc), motociclo ou automóvel. (seria interessante quantificar esta energia para comparação)
6. Mobilidade sustentável
A bicicleta eléctrica pode ser verdadeiramente sustentável. A pouca energia gasta (corrente eléctrica da rede) pode ter origem num fornecedor verde, ou obter essa energia directamente de um pequeno gerador eólico ou painel solar.
7. Deslocações urbanas mais rápidas
Teoricamente um automóvel pode atingir uma maior velocidade média. Na prática, em zonas muito congestionadas esta média é muito baixa, frequentemente inferior à velocidade média de uma bicicleta, mesmo convencional. Os motociclos resolvem em parte este problema, mas estão confinados à rede rodoviária. Uma bicicleta eléctrica consegue uma velocidade média superior a uma convencional, ultrapassar com facilidade as subidas e pode continuar a usar as vias cicláveis. Pode ainda aceder a áreas onde os automóveis e motos estão interditos.
8. Deslocações em meio rural
Talvez seja uma vantagem interessante o facto de estas bicicletas, equipadas com pneus mistos, poderem facilmente circular em zonas não urbanas, de estrada de terra batida, a velocidades mais baixas e com maior facilidade e segurança do que um veículo de 2 rodas motorizado.